Acusado de homofobia após pregação no Brasil, pastor reage: ‘A Deus seja a glória’

Mundo Gospel


Criticado até por alguns líderes do meio evangélico devido à forma de expor o pecado da prática homossexual, dizendo que há uma “reserva” no inferno para o público LGBT+, o pastor americano David Eldridge reagiu através das redes sociais, após se tornar alvo de investigação por suposta homofobia.

O pastor David esteve no Brasil para participar de um evento da Assembleia de Deus, no pavilhão do Parque da Cidade, durante o Carnaval. Na ocasião, auxiliado por um tradutor, o líder religioso fez a seguinte declaração:

“Você, moço, que está usando calça apertada, que é o espírito de homossexual: isso vai para o inferno! Você, moça, que quando sai de casa a saia está curta e apertada, você sabe o que está fazendo? Você tem uma reserva lá no inferno!”.

A fala do americano provocou a reação da Aliança Nacional LGBTI+ e da Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas (ABRAFH), que ingressaram com uma representação na Justiça contra ele, e o caso vem sendo apurado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

De volta aos EUA

Por meio da sua conta no Instagram, o pastor David celebrou o seu retorno aos Estados Unidos fazendo uma crítica indireta ao Brasil, no sentido de que aqui, em solo brasileiro, líderes religiosos estariam sendo perseguidos por pregar contra o homossexualismo.

“Semana incrível na América do Sul. A Deus seja a glória. Mas agora estou de volta para a terra da liberdade”, postou o religioso. Ele também declarou amor ao Brasil e citou o Salmos 118:6: “O Senhor está do meu lado: não temerei, que me pode fazer o homem?”.

Além dos grupos LGBTs, David também está sendo alvo de uma representação feita pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, o deputado distrital Fábio Felix (PSol), segundo informações do Metrópoles.

“Visão da Bíblia”

Para o líder da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, deputado federal Eli Borges (PL-TO), o pastor David Eldridge fez uso da sua liberdade religiosa para externar uma “visão da Bíblia” a respeito dos pecados sexuais.

Segundo Borges, o americano falou “dentro do regramento de sua fé, com a Bíblia aberta”, razão pela qual se posicionou. “Tenho o direito de verbalizar minha visão de sociedade desde que eu esteja enquadrado no meu manual, que é a Bíblia”, disse ele.

Ainda segundo o líder da Bancada Evangélica em declaração à Folha de S. Paulo, a reação dos grupos LGBTs contra o pastor americano seria fruto de um contexto social que vem tolerando a liberdade de opinião de apenas um segmento, enquanto reprime a dos cristãos.

“O pastor estaria errado? Ele pregou dentro da visão da Bíblia. O problema é que a igreja é muito serena, não está reagindo. Estamos vivendo uma cultura em que um segmento da sociedade pode tudo, questiona tudo, fala tudo, mas é muito sensível quando tem um contraponto”, concluiu Borges.

Crítica

A pregação de David Eldridge, por outro lado, também suscitou críticas entre alguns líderes evangélicos, como o pastor Jay Bauman, fundador do ministério Restore Brazil.

Através do seu perfil no Twitter, o religioso que vive em Orlando, Estados Unidos, lembrou que o inferno, na verdade, está reservado para qualquer pessoa que não aceitar a Jesus Cristo como único e suficiente salvador.

“Isso é desagradável em vários níveis”, disse Bauman sobre a declaração de David. “A verdade é que todos nós temos um lugar reservado para nós -separados de Deus- por toda a eternidade. Mas por causa da obra consumada de Jesus na Cruz, todos nós temos uma incrível oportunidade de experimentar a graça. Perdemos essa parte?”. Assista:

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