Após suposta blasfêmia, muçulmanos atacam no Paquistão: ‘Cristãos foram torturados’

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A perseguição religiosa de muçulmanos contra os cristãos que vivem na República Islâmica do Paquistão tem feito surgir novos capítulos de intolerância, causando destruição e até tortura, segundo informações da Union of Catholic Asian News (UCA).

Na última quarta-feira, por exemplo, cerca de 500 famílias cristãs situadas na província de Punjab tiveram que abandonar suas casas, a fim de escapar de uma multidão de mulçumanos radicais após uma denúncia de suposta blasfêmia.

Três moradores locais, muçulmanos, denunciaram à polícia a suposta blasfêmia contra o Alcorão, livro considerado sagrado pelos islâmicos. Após isso, lideranças islâmicas locais passaram a convocar protestos contra os cristãos.

“O Alcorão foi profanado na colônia cristã. Todos os clérigos e muçulmanos se reunam diante da mesquita. Você está tomando café da manhã em casa. Onde está sua paixão muçulmana? Você deveria ter morrido”, diz um líder local.

Pouco tempo depois, seis igrejas cristãs foram atacadas no bairro cristão Basti Maharanwala. Eles colocaram fogo e quebraram as janelas dos templos, segundo James Rehmat, diretor da Comissão Ecumênica para o Desenvolvimento Humano (ECHD).

Cristãos torturados

A ECHD também reagiu aos ataques. “É lamentável que estejamos testemunhando um ressurgimento dessa barbárie logo após o Dia da Independência ter sido celebrado por todas as comunidades religiosas da República Islâmica”, diz a organização em nota.

Um vídeo que registra o momento do ataque viralizou nas redes sociais. Pela gravação é possível observar a intolerância dos muçulmanos convertida em crimes contra a liberdade religiosa e proteção ao patrimônio.

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O bispo Azad Marshall, presidente da Igreja do Paquistão, afirmou que a acusação de blasfêmia envolvendo cristãos locais é falsa. Ocorre que, em muitos casos, os seguidores de Jesus são alvos desse tipo de acusação, simplesmente por não reconhecerem a crença islâmica da mesma forma que os muçulmanos.

Ao declararem a fé em Jesus como Filho de Deus, o Verbo que se fez carne, recusando os preceitos islâmicos sobre o Alcorão e Maomé, por exemplo, muitos acabam sendo acusados de blasfêmia.

“Uma igreja está sendo incendiada enquanto digito esta mensagem. As Bíblias foram profanadas e os cristãos foram torturados e assediados por terem sido falsamente acusados ​​de violar o Alcorão Sagrado”, afirmou Marshal, no Twitter. Veja mais:

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