Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores, sofreu com doença emocional aguda

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Quem nunca já se sentiu abatido, triste e com profundo desânimo para tudo? Bem diferente do que os cristãos mais fervorosos podem imaginar, problemas de ordem emocional podem afetar qualquer pessoa, até mesmo grandes nomes da história da Igreja como Charles Spurgeon, não por acaso chamado de “o príncipe dos pregadores”.

Esse é o tema abordado por Diana Gruver, autora de um livro recém-lançado chamado  Juntos na escuridão. Na obra, ela compartilha a sua própria experiência ao lidar com a depressão, doença emocional que lhe fez buscar ajuda em diferentes recursos de apoio.

Mestre em Formação Espiritual pelo Seminário Teológico Gordon-Conwell, Gruver disse que ficou surpresa ao perceber que grandes nomes cristãos também atravessaram momentos difíceis em suas vidas, desenvolvendo problemas emocionais agudos.

“Sobrevivi. Com a ajuda de terapia, medicamentos, um bom sistema de apoio e a graça de Deus, a luz despontou lentamente”, diz ela em um resumo da obra disponível na Amazon, lembrando de como conseguiu superar a depressão ao não se deixar levar pelo estigma que, infelizmente, alguns ainda nutrem com relação a essa condição emocional.

“A vida se tornou gradualmente mais fácil, os dias menos intimidantes. Minha mente era capaz de se concentrar e funcionar de novo. Consegui dirigir minha atenção afetuosa a outras pessoas. O sono não era mais fugidio. A sensação de alegria mais uma vez passou a habitar meu coração”, lembra Gruver.

Charles Spurgeon

Entre os grandes nomes do cristianismo que também atravessaram problemas emocionais está o de Charles Spurgeon, famoso na literatura, em especial, pela obra “O Conquistador de Almas”, um clássico da teologia cristã evangélica.

Conhecido por sua exímia capacidade de exposição bíblica, por meio das pregações de Spurgeon e da ação do Espírito Santo, milhares de pessoas entregaram suas vidas a Jesus Cristo, algo que chamou atenção de Gruver ao conhecer detalhes da sua história.

“Você consegue imaginar a audácia de dizer a Charles Spurgeon que ele deveria ler mais a Bíblia? Ou que David Brainerd deveria orar mais? Ou que Madre Teresa deveria simplesmente escolher a alegria?”, questiona a autora na página 127 do livro, segundo o Guiame.

Em outras palavras, Gruver explica que mesmo os cristãos mais dedicados à Palavra de Deus e à vida espiritual, podem lidar em algum momento da vida com uma doença emocional, o que não significa que estejam afastados da fé ou que isto seja, necessariamente, de causa maligna.

Segundo a autora, além de Spurgeon, nomes como Martinho Lutero, Hannah Allen, David Brainerd, William Cowper, Madre Teresa e Martin Luther King Jr também enfrentaram transtornos emocionais.

Detalhes sobre o tema podem ser encontrados no livro lançado pela editora Mundo Cristão no último dia 17, portanto, já disponível em português brasileiro.

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