Igreja faz culto com pregação de inteligência artificial: “Não havia alma”

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O avanço de tecnologias como a inteligência artificial pode ser um fator positivo em vários aspectos, mas também negativos em muitos outros, inclusive para o meio religioso. Na Alemanha, por exemplo, uma igreja resolveu utilizar o ChatGPT para organizar e ministrar um culto, provocando diferentes reações entre os fieis.

A celebração foi toda conduzida e ministrada pela inteligência artificial. Para isso, quatro avatares (personagens virtuais) foram criados, os quais se dirigiram à plateia de pelo menos 300 pessoas, pedindo que cantassem, orassem e ouvissem a ministração.

“Queridos amigos, é uma honra para mim estar aqui e pregar para vocês como a primeira inteligência artificial na convenção dos protestantes na Alemanha deste ano”, afirmou um dos personagens exibidos em um telão.

A ideia

A iniciativa de fazer um culto 100% comandado por inteligência artificial foi de Jonas Simmerlein, teólogo e filósofo da Universidade de Viena. Segundo informações da Associated Press, ele apenas supervisionou o processo criativo das máquinas.

“No congresso da igreja, você é um pregador… Como seria um culto na igreja?”, disse ele ao lembrar da pergunta que fez ao ChatGPT. “E o resultado foi um serviço religioso bastante sólido”, destacou o teólogo.

Alguns participantes do “culto”, no entanto, reagiram negativamente à iniciativa, pois observaram o óbvio: não existe adoração genuína a Deus em uma cerimônia conduzida e ministradas por personagens virtuais, o que significa vazios de espírito e discernimento.

Em João 4:23-24, por exemplo, vemos que Jesus vinculou a veracidade do culto a Deus à expressão humana, pois só os humanos possuem a capacidade de cultuá-lO “em espírito e em verdade”.

“Em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”, diz o trecho bíblico.

Heiderose Schmidt, por exemplo, de 54 anos, estava no culto fictício e comentou sobre o que viu nos personagens: “Não havia coração nem alma. Os avatares não demonstravam nenhuma emoção, não tinham linguagem corporal e falavam tão rápido e monótono que era muito difícil para mim me concentrar no que diziam”.

Alerta

Presidente de pesquisa em ética tecnológica da Igreja Batista do Sul, o pastor Jason Thacker fez um alerta para que os jovens pastores não deixem substituir as suas responsabilidades pastorais pelo mundo virtual.

“A inteligência artificial pode imitar isso em algum nível. Mas acho que nunca poderá oferecer qualquer tipo de sensação de sofrimento, dor, tristeza, da mesma forma que um ser humano pode”, conclui.

Cristãos não devem cultuar a Deus no metaverso, diz pastor: “Mundo de ficção”

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