Juristas evangélicos repudiam ataques em Brasília, mas defendem o processo legal

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O Conselho Diretivo Nacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu uma nota de repúdio contra os ataques realizados em Brasília no último domingo (8), quando as sedes do Supremo Tribunal Federal (STF), Palácio do Planalto e Congresso Nacional foram vandalizadas.

O documento deixa claro que a “proteção constitucional à liberdade de expressão e à livre manifestação”, previstas no artigo 5º, incisos IV e IX da Constituição Federal, “não alberga ataques às forças policiais e a destruição criminosa de bens e símbolos públicos”.

Contudo, a ANAJURE defende a punição dos envolvidos apenas após a apuração e do devido processo legal.  “O lamentável episódio transgrediu os limites constitucionais e legais ao exercício de referidos direitos, sendo os infratores passíveis de responsabilização pelos atos ilícitos cometidos após adequada apuração através do devido processo legal”, diz.

O Instituto Brasileiro de Direito Religioso (IBDR) também emitiu uma nota de repúdio, também defendendo as manifestações pacíficas e condenando atos de vandalismo.

“O mau uso dos direitos fundamentais por parte dos cidadãos que resolveram invadir os prédios públicos e depredá-los como forma de protesto tornou o movimento ilegítimo naquele local e momento em que agiram fora dos limites da lei e da ordem, devendo ser processados e punidos, na forma da legislação penal brasileira”, diz o documento.

Em outro ponto, o IBDR mostra preocupação com a polarização política do país e o que isso pode gerar e aponta para os líderes evangélicos que passaram a ser perseguidos depois dos ataques só porque apoiaram a reeleição de Jair Bolsonaro.

“O evento ocorrido ontem aumenta a tensão entre partidários deste ou daquele espectro político, com potencial de gerar futuros conflitos em uma escalada de violência que não se coaduna com a sociedade que queremos construir.  A título de exemplo, menos de 24 (vinte e quatro) horas após os eventos que repudiamos, líderes religiosos mais identificados com a direita brasileira, especialmente por razões morais, estão sendo injusta, ilegal e criminosamente atacados nas redes sociais, como se tivessem alguma relação com o ocorrido em Brasília. Sendo que, em seus perfis, sempre defenderam a manifestação pacífica e ordeira, condenando qualquer ato violento”, diz a nota.

Redação Exibir /Leiliane Lopes

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