Mais um estado americano proíbe mudança de gênero para menores

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O Mississipi proibiu tratamentos de mudança de gênero para menores de idade, se tornando o sétimo estado americano a barrar intervenções trans em crianças e adolescentes.

Nesta terça-feira (1), o governador do Mississippi, Tate Reeves, sancionou uma lei proibindo cirurgias de mudança de sexo, bloqueadores de puberdade e hormônios sexuais cruzados para menores de 18 anos.

A PL “Lei de Procedimentos Experimentais para Adolescentes Regulados” foi aprovada pelo Senado do estado, anteriormente.

“No final das contas, há duas posições aqui. Um diz às crianças que elas são lindas do jeito que são, que podem encontrar a felicidade em seus próprios corpos. O outro diz que elas devem usar drogas e se cortar com cirurgias caras para encontrar a liberdade da depressão. Eu sei qual lado em que estou. Nenhuma criança no Mississippi terá essas drogas ou cirurgias impostas a elas”, declarou o governador, em comunicado.

A nova lei estabelece que médicos que violarem a legislação estadual poderão ter sua licença médica retirada pelo Conselho Médico do Mississipi.

Outros estados dos Estados Unidos também proibiram procedimentos de mudança de gênero, incluindo Alabama, Arizona, Arkansas, Flórida, Dakota do Sul e Utah.

A série de projetos de lei anti-trans envolvendo menores, que foram aprovados em todo o país, acontece em meio a preocupações sobre o impacto a longo prazo das operações e intervenções de mudança de sexo.

Segundo o site de notícias Reuters, o número de clínicas de gênero que tratam crianças nos Estados Unidos passou de zero para mais de 100 nos últimos 15 anos, mas muitos destransicionadores afirmam publicamente que se arrependeram das cirurgias que fizeram quando eram adolescentes à medida que envelheciam.

Comprovações científicas

De acordo com um relatório do grupo Do No Harm, “um grupo diversificado de médicos, profissionais de saúde, estudantes de medicina, pacientes e formuladores de políticas”, as preocupações sobre os efeitos de tais intervenções podem incluir infertilidade e desfiguração. 

Em outubro de 2022, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido alertou os médicos para que não incentivassem menores a fazer a transição social porque algumas dessas crianças podem estar passando por uma “fase transitória”.

A Dra. Hillary Cass, ex-chefe do Royal College of Paediatrics and Child Health, afirmou que a “transição social não é um ato neutro” e pode ter “efeitos significativos” em termos de “funcionamento psicológico”.



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