Professora Katie Rinderle que usou aula para expor crianças da 5ª série a livro LGBT é demitida

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Uma professora que leu um livro sobre fluidez de gênero para seus alunos da quinta série foi demitida pela diretoria regional de ensino após os pais protestarem contra o tema.

A professora Katie Rinderle foi denunciada pelos pais ao Conselho Escolar do Condado de Cobb, no estado da Geórgia (EUA). Ela trabalhava na profissão há dez anos e foi demitida em uma votação que terminou 4×3 após uma audiência que durou dois dias.

Katie despertou a indicação dos pais de alunos da Escola Primária Due West após ler o livro My Shadow is Purple, que trata de temas LGBT, como a ideologia de gênero, de acordo com informações de NBC News.

Em 2022, o condado de Cobb adotou uma regra que proíbe o ensino de questões controversas depois que os legisladores da Geórgia aprovaram leis proibindo o ensino de “conceitos divisivos” e criando uma declaração de direitos dos pais.

A lei de conceitos divisivos, embora aborde o ensino sobre raça, impede os professores de fazer militância por “crenças políticas pessoais”. A declaração de direitos garante que os pais tenham “o direito de dirigir a educação e o treinamento moral ou religioso de seu filho menor”.

Embora tenha sido demitida, a professora não perdeu sua licença para seguir atuando na profissão, e poderá procurar emprego em outra escola: “Ela será professora novamente”, disse seu advogado, Craig Goodmark.

A demissão pode ser recorrida ao Conselho Estadual de Educação e, em caso de nova derrota, ainda caberia uma apelação ao Tribunal de Justiça. O advogado afirmou que a professora está considerando suas opções e ainda não se decidiu.

A diretoria regional de ensino emitiu comunicado sobre a decisão após a repercussão na imprensa local: “O distrito está satisfeito por esta questão difícil ter sido concluída; levamos muito a sério a questão de manter nossas salas de aula focadas no ensino, na aprendizagem e nas oportunidades de sucesso para os alunos. A decisão do conselho reflete essa missão”, diz o comunicado.

A advogada do conselho, Sherry Culves, disse na audiência que discutir identidade de gênero e fluidez de gênero era uma atividade imprópria para a escola: “O Conselho Escolar do Condado de Cobb leva muito a sério o fato de a sala de aula ser um lugar neutro para os alunos aprenderem. A instrução unilateral sobre crenças políticas, religiosas ou sociais não pertence às nossas salas de aula”, enfatizou.

 

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