Queda na Selic: quanto RENDE R$ 1 mil em conta a partir de agora? Vale a pena investir?

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Queda na Selic foi confirmada, na última quarta-feira (2 de agosto) pelo Banco Central. Trata-se da primeira redução na taxa de juros em mais de 3 anos. A novidade, é claro, foi comemorada por muita gente, incluindo representantes do Governo e porta-vozes da sociedade civil. Afinal de contas, com uma taxa de juros menos expressiva, o povo poderá fazer gastos maiores e obter acesso a linhas de crédito.

Em contrapartida, surge a dúvida: como a queda na Selic influencia o rendimento do dinheiro na conta bancária, na poupança e em outros métodos de investimentos? A modificação, de acordo com especialistas no mercado financeiro, deve trazer efeitos importantes para a valorização do dinheiro em conta. Com isso em mente, confira abaixo quanto R$ 1 mil passa a renda após a queda na Selic.

Veja quanto rende R$ 1 mil após a queda na Selic! Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br
Veja quanto rende R$ 1 mil após a queda na Selic! Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

Para quanto a taxa de juros foi diminuída?

Em primeiro lugar, antes de falar sobre o impacto da queda da Selic no rendimento de valores armazenados em conta, é importante lembrar para quanto a taxa básica de juros foi diminuída.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada na última quarta-feira (2 de agosto), os representantes do Banco Central decidiram diminuir a taxa de Selic. A medida vem após meses de muita polêmica e embates com representantes do Governo.

A diminuição acertada foi de 0,5%. Dessa forma, a taxa Selic, que era de 13,75%, passa para 13,25%. A princípio, a diminuição pode até parecer irrelevante, mas em termos práticos, traz grandes mudanças para a vida financeira dos brasileiros.

“O Copom entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau menor, o de 2025. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, explica uma nota oficial emitida pelo Banco Central.

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Queda na Selic afeta o rendimento do dinheiro

De acordo com um levantamento realizado por Andrew Storfer – diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças – a pedido do jornal Folha de São Paulo, a queda da Selic pode trazer efeitos muito importantes para o rendimento do dinheiro em conta.

“Os investidores ainda têm buscado aplicações em renda fixa, tanto remuneradas pela Selic como tendo como base o IPCA mais juros, resultando em rentabilidade interessante e segura”, disse o especialista em um papo com a imprensa.

De acordo com o diretor Anefac, em meio à queda da Selic, os investidores brasileiros podem priorizar aplicações mais “seguras”, nas quais os rendimentos (a depender do prazo de retirada e do volume de aportes) ficam próximos da taxa atual de juros.

Dessa forma, quais tipos de investimentos são englobados nesta categoria? Abaixo, você pode conferir alguns dos exemplos mais importantes:

  • Tesouro Direto;
  • Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de instituições respeitadas;
  • Fundos de investimento conservadores;
  • Letras de crédito imobiliárias;
  • Letras de crédito do agronegócio.

Para escolher quais destes investimentos são mais interessantes para você, vale a pena analisar as especificações de cada um deles e conferir quais fazem mais sentido para a sua realidade atual.

Especialistas recomendam investimentos variados!

Em meio à queda da Selic, as opiniões de especialistas sobre os investimentos “perfeitos” para os brasileiros são variadas. O gestor de portfólio da empresa Principal Claritas, por exemplo, diz que os títulos públicos que pagam rendimentos pré-fixados, vinculados à variação da inflação, e negociados como “Tesouro IPCA” podem ser opções muito interessantes.

Além disso, de acordo com o especialista, os papéis de empresas com datas de retirada entre 2028 e 2030, com taxa de juros real acima de 5% ao ano, também podem oferecer aos investidores bons lucros com pouco risco.

“Desde o início do ano, a gente considerava que o juro real dos títulos era muito bom. Com a melhora do mercado nos últimos meses, alongamos as posições, que antes estavam nos papéis com vencimento em 2024”, explica Rodrigo Cabraitz.

Ainda de acordo com o especialista, os títulos pré-fixados de prazo mais curto, cujos rendimentos podem ser distribuídos até 2025, também podem aproveitar a queda do “mercado de juros futuros” – que é relacionado à expectativa dos especialistas em finanças sobre os rumos da política monetária do Banco Central.

Por fim, o levantamento da Anefac também cita os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de bancos de médio porte como boas possibilidades para os brasileiros que desejam obter rendimentos mais expressivos. Nesse caso, a taxa média de juros é de 14,31%, com lucros líquidos de até R$ 118,06 em um período de 12 meses.

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Quanto rende R$ 1 mil na conta após a queda da Selic?

Por último, temos a pergunta mais importante do público brasileiro: após a queda da Selic, quanto R$ 1 mil pode render na conta?

De acordo com o levantamento publicado pelo jornal Folha de São Paulo, com a nova taxa de juros, um investimento de R$ 1 mil poderá gerar um lucro líquido de R$ 109,86 em um período de 12 meses.

O valor leva em conta uma taxa de juros de 13,32%, na qual o valor do Imposto de Renda (que é de 17,5%) já vem descontado.

Anteriormente à queda da Selic, quando foi realizada a reunião mais recente do Comitê de Política Monetária do Banco Central, a mesma aplicação resultava em rendimentos de R$ 114, também em um período de 12 meses.

Em síntese, com a queda da taxa Selic, o rendimento de R$ 1 mil armazenado em conta diminui em pouco mais de R$ 4. Trata-se, nesse sentido, de uma alteração quase imperceptível para os rendimentos dos brasileiros.

Atenção! É importante lembrar que, seja qual for o método de investimento escolhido, você deve tomar muito cuidado para não exagerar nos aportes. De acordo com especialistas em investimentos, não é recomendado comprometer mais de 35% do orçamento mensal com aportes de qualquer tipo.

Além disso, para quem não tem familiaridade com o mundo dos investimentos, também é importante fazer um estudo mais aprofundado sobre a área antes de começar a investir.



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